Canto I, versos 198-210.

 Retraduzi os versos 198 a 210. 

A palestra do Rafael em Ghent me inspira a olhar com novos olhos para alguns trechos que já tinha traduzido antes. Paro diante dos versos 198-201:

Ἦ ῥα μέγ' εὐχόμενος. Τῷ δ' αἰετὸς ὀξὺ κεκληγὼς
 ἤδη ἀποπνείουσαν ἔχων ὀνύχεσσι πέλειαν
ἐσσυμένως οἴμησεν ἀριστερός· ἀμφὶ δὲ θυμῷ
 τάρβησε<ν> Πριάμοιο νόος, φάτο δ' οὐκέτ' ἀθρήσειν
 ζωὴν Πενθεσίλειαν ἀπὸ πτολέμοιο κιοῦσαν.

Difícil dar conta, com alguma concisão, de Ἦ ῥα μέγ' εὐχόμενος (ē ra meg'eukhomenos).Também demorei para pensar em alguma solução para ὀξὺ κεκληγὼς (oksy keklēgōs), o grito da águia. A sonoridade é muito bonita em grego e eu não queria que ela empalidecesse em português. Tentei "lancinante grito". Mas ainda não muito satisfeito. Traduzir símiles nem sempre é empolgante.

Enorme a prece. Nisso, uma águia, lancinante grito,

tendo nas garras uma pomba exalando a vida,

com ímpeto voou à sestra. Em torno do coração                                                     

turbou-se o espírito de Príamo. Pensou: não mais

veria Pentesileia voltar viva da guerra. 




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